FUNDAÇÃO

12 de outubro de 1909

COXA-BRANCA

O Insulto que se tornou apelido.

HISTORIA COXA

o Coritiba teve sua origem, o mundo passava por um tempo de mudanças e o futebol estava longe de ser o esporte favorito de nosso país.

DE 1929 A 1948

Coritiba sai na frente e se torna o maior time do Paraná.

Mostrando postagens com marcador CFC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CFC. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Dados Técnicos


Confira as principais características do estádio Couto Pereira

Números do Estádio Major Antônio Couto Pereira:
Fundação:
20/11/1932
Maior Público:
80.000 pessoas – Visita do Papa João Paulo II, dia 5 de agosto de 1980
Cadeiras:
5.040 cadeiras sociais superiores
1.027 cadeiras sociais inferiores
2.210 cadeiras na curva do 3º anel
2.588 cadeiras na curva do 2º anel
1.364 cadeiras na curva do 1º anel
2.960 cadeiras na reta Mauá 2º anel
2.233 cadeiras na reta Mauá 1º anel
Total: 17.412 cadeiras (6.067 antigas e 11.355 novas – Setor Mauá, mais a curva)
Arquibancadas sem cadeiras:
Curva Amâncio Môro (3 anéis): 12.884 lugares
Curva Visitantes (3 anéis): 6.162 lugares
Sociais inferiores: 334 lugares sem cadeiras
20 lugares na curva de fundos sem cadeiras no anel inferior, ao lado da grade de proteção
Total: 19.400 lugares sem cadeiras
Camarotes:
370 lugares
Capacidade Total:
37.182 lugares
Banheiros:
25 sanitários, sendo 13 femininos e 12 masculinos
Lanchonetes:
16
Câmeras de vigilância:
32
Vestiários:
04
Estacionamento (número de vagas):
400
Medida do Campo:
109,00m x 72,00m
Tipo de grama:
Bermuda 419


Fonte: Coritiba.com.br

Como Chegar


Saiba como chegar ao estádio Couto Pereira


Devido a sua boa localização, não existem segredos para chegar ao Estádio Major Antônio Couto Pereira. De qualquer lugar da cidade existem ônibus disponíveis que levam o cidadão às proximidades do estádio. Tanto torcedores do Coritiba como visitantes têm entradas exclusivas, em ruas separadas e bem sinalizadas.
O fácil acesso ao estádio se deve também à boa infra-estrutura de transporte coletivo da cidade. O sistema integrado de ônibus permite que moradores de 12 municípios da região metropolitana da cidade tenham acesso ao estádio pelo transporte coletivo.
Na cidade toda são 56 opções de ônibus que levam o torcedor às proximidades do bairro Alto da Glória. Veja abaixo a relação dos ônibus e saiba como chegar ao Couto Pereira.
Santa Cândida/Capão Raso (Biarticulado)
Interbairros I
Augusto Stresser
Alto Tarumã
Hugo Lange
Cabral/Osório
Cp. Imbuia/Pq Barigui
Detran/Vic. Machado
Higienópolis
Interhospitais
Itupava/Cohab
Novena
Tarumã
Tarumã/Augusta
Juvevê/Água Verde
Jardim Social/Batel
Nossa Senhora de Nazaré
Barreirinha
Estudantes
Estribo Ahú
Fernando de Noronha
Laranjeiras
Paineiras
Sta Gema
Sacre Cour
Rua XV/Barigui
Ctba/C. Grande do Sul
Ctba/Cap. do Atuba
Ctba/Colombo/Cambará
Ctba/Colombo/Guaraci
Ctba/Colombo/Rod. da Uva
Ctba/Conj. Atuba
Ctba/Eugênia Maria
Ctba/Guaratuba
Ctba/Jd. Ana Rosa
Ctba/Jd. Arapongas
Ctba/Jd. César Augusto
Ctba/Jd. Curitiba
Ctba/Jd. Osasco
Ctba/Jd. São Gabriel
Ctba/Jd. Arapongas
Ctba/Maracanã
Ctba/Monte Castelo
Ctba/Piraquara
Ctba/Piraquara/Direto
Ctba/Pres. Piraquara
Ctba/Porteira/Paloma
Ctba/Quatro Barras
Ctba/Roça Grande
Ctba/São Sebastião
Ctba/Sta Tereza
Ctba/Tamandaré
Ctba/Timbu
Ctba/Vila Palmital
Ctba/Vl. Zumbi


Fonte: Coritiba.com.br

Alto da Glória


Saiba mais sobre o bairro onde está instalado o Couto Pereira

O Estádio Couto Pereira fica localizado no bairro do Alto da Glória, em uma das áreas mais centrais de Curitiba. A região conta com pequenos comércios, mas é predominantemente residencial. Pequeno bairro, mas com histórias curiosas, que estão ligados diretamente à cultura curitibana, principalmente em relação à fé e devoção do povo paranaense. O estádio está ao lado de uma das igrejas mais tradicionais e populares da cidade.
A história do bairro se mistura com a história do Coritiba. O Alto da Glória é uma marca da grandeza do Clube e de seu estádio. O bairro foi fundado por volta de 1856, pelo Barão Holleben. Seus primeiros moradores eram da família Leão, que construíram o primeiro teatro da cidade e a Capelinha de Nossa Senhora da Glória, que deu origem ao nome do bairro.
A capela foi doada aos padres redentoristas, que mudaram seu nome para Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A fé e a devoção à Santa cresceram tanto que começou a criar problemas no tráfego da Avenida João Gualberto, que é uma das principais ruas do bairro. Assim, foi construída uma nova igreja, que fica exatamente na frente do estádio do Coritiba.
O gigante de concreto armado carrega a história do futebol paranaense. Quantos foram os finais de semana que o povo de Curitiba subiu as ruas do Alto da Glória para ver os seus times jogarem? Quantas glórias e partidas marcantes não foram disputadas no palco que é referência entre os grandes estádios do Brasil?
Mais do que uma bonita história, o estádio do Coritiba tem toda a estrutura necessária para acomodar seu torcedor. Palco das principais partidas do nosso futebol, tem tamanho e conforto para receber jogos de qualquer campeonato.
Toda essa estrutura é premiada pela sua boa localização. O bairro é central e facilita o acesso dos torcedores. A história da construção do Clube e da vida do Coxa estão ligadas às histórias do Alto da Glória, construídas com a dedicação, com a fé e a devoção de muitos.


Fonte: Coritiba.com.br

Construção


Couto Pereira: da madeira ao concreto


Estádio Major Antônio Couto Pereira
Começo
Ao contrário da maioria das grandes construções no país, seja de complexos esportivos ou estádios, a construção do grande estádio no Alto da Glória tem uma história de dedicação de seus torcedores e pessoas apaixonadas pelo Coritiba.
O projeto foi elaborado por Ayrton Lolô Cornelsen, irmão de Aryon Cornelsen, que foi presidente do Coritiba de 1956 a 1963. No entanto, anos antes, em 1943, o projeto foi apresentado ao governo do estado. Emílio Hieges, Secretário da Fazenda do governador Lupion, vetou as obras alegando que destoava do padrão empregado nas construções do estado.
Após 10 anos o projeto foi novamente disponibilizado para construção, porém não houve interesse da sociedade. Os clássicos de Curitiba, que precisavam de um grande estádio, tiveram que esperar mais alguns anos para ver a obra acontecer.
Caberia ao Coritiba o pioneirismo. Depois que Aryon Cornelsen assumiu a presidência do Clube não se mediu esforços para dar início às obras, ocorridas a partir do dia 6 de janeiro de 1958. A partir daí seria necessária muita dedicação, que faria do futuro estádio um orgulho para o povo paranaense e para a nação coxa-branca.
Projeto e Estrutura
O estádio que conhecemos hoje em dia é muito diferente do apresentado no primeiro projeto. O estádio olímpico teria capacidade para 75 mil pessoas, sendo 48 mil sentadas, 54 lojas com 50 metros quadrados cada, formando um shopping center, um hotel com 108 leitos, restaurante, salão nobre, museu e sala de musculação.
Seu formato seria a continuação das atuais cadeiras sociais do estádio, com arquitetura simétrica e arquibancadas frontais similares. Nas laterais haveria uma decaída, dando um charme ainda maior à obra.
Toda essa estrutura viabilizaria o espaço em períodos fora da temporada esportiva. E para arrecadar dinheiro e dar início à construção, o primeiro passo tomado foi a venda de cadeiras perpétuas, plano semelhante ao utilizado na construção do Maracanã para a Copa de 1950. As mensalidades dariam respaldo para a manutenção do complexo esportivo.
Para algumas pessoas tudo isso era loucura. Uma cidade como Curitiba não precisava de uma obra com tamanha dimensão, e por isso a construção do grande estádio foi fundamental na nossa história, colocando o Coritiba como a principal força do futebol no estado, a frente dos rivais e servindo de exemplo ao Brasil.
Construção
Era necessário Cr$ 200.000.000,00 de cruzeiros para a construção do terceiro maior estádio do Brasil, que ficaria atrás apenas do Maracanã e do Morumbi. E as obras, iniciadas em 06 de janeiro de 1958, terminaram no dia 12 de outubro do mesmo ano, com a entrega da primeira etapa do projeto.
Depois disso o estádio que seria modelo precisou ter seu projeto modificado. O terreno que ficava atrás do cemitério protestante seria fundamental para a construção de um amplo estacionamento. Porém, o então prefeito de Curitiba, Ney Braga, doou o terreno para a construção da igreja Perpétuo Socorro. Com isso deu-se fim ao projeto de Lolô. Opositores de Aryon ganharam as eleições e fizeram com que a obra fosse ainda mais descaracterizada, reduzindo, inclusive, o tamanho olímpico do estádio.
Sonho e realidade
Quando Evangelino da Costa Neves assumiu a presidência do Clube foi que a construção do grande estádio teve efetivamente continuidade. Novamente com a colaboração de Aryon, dessa vez nos bastidores, e o apoio dos Irmãos Mauad, o estádio começou a ganhar sua dimensão.
O projeto ganhou novas formas, mais uma vez arrojadas para seu momento. Seria viabilizada a construção de três anéis de arquibancada, que formariam uma linda e inovadora arquitetura.
Na década de 60, o público procurava espaço em meio às obras nos dias de jogos. O bolo esportivo era um sucesso e a torcida coxa-branca dava exemplo de amor, erguendo cada tijolo do então Estádio Belfort Duarte.
Em setembro de 1968 houve um acidente, que acabou sendo fatal para um dos operários da obra. Ao retirarem o escoramento da marquise (coberturas) das atuais cadeiras sociais, eles começaram a ruir.
A marquise teve problemas semelhantes em 1982 e 1985, mas não chegou a ceder. Durante a gestão de Evangelino, na década de 90, uma época o estádio foi interditado, por problema de corrosão.
Quando foi concluída a reconstrução da marquise, que passou por um processo de reformulação e contou com os melhores engenheiros do país, cerca de 70 voluntários subiram para testá-la, pulando e fazendo uma prova de carga.
De fato, a construção do nosso estádio se deu pela força dos nossos antepassados, de pessoas que, como nós hoje, viveram seu amor pelo Coritiba. A construção do gigante de concreto armado nunca teve seu fim. O Couto Pereira hoje está entre os melhores estádios do Brasil.



Fonte: Coritiba.com.br

Historia Couto Pereira

Como o Couto Pereira "Nasceu"





Primeiro Estádio
Com seis anos de vida, o Coritiba iniciaria seu primeiro plano de investimento patrimonial. Em 1915, os Sócios se reuniram e fizeram um empréstimo ao Clube no valor de 5 mil contos de réis, transformados em quinhentas ações destinadas aos participantes. Foi aproveitado um local dentro do Parque da Graciosa, de propriedade da família de Arthur Iwersen, que o cedeu para o Coritiba construir seu primeiro estádio.
De 25 de junho de 1917 até 15 de maio de 1927 ,o Clube mandou ali seus jogos. O estádio ficava no Juvevê, na Rua João Gualberto, entre a Rocha Pombo e Moisés Marcondes dos dias de hoje. No entanto o Coritiba queria construir em terreno próprio, provocando o desejo de Couto Pereira em dar um passo a frente na vida do Clube.
Através de um acordo com a família Iwersen, o local foi devolvido, ganhando ainda o Clube um ressarcimento pelas obras construídas, no valor de 13 mil contos de réis. Couto, mais João Viana Seiler, Pedro Nolasco Pizzatto, João Meister, Jocelyn de Sousa Lopes, Raul Lara, entre outros, atiraram-se à idéia e conseguiram achar uma área no Alto da Glória, pertencente a família de Nicolau Schaeffer, com 36.300 metros quadrados.
Mas além do dinheiro recebido da família Iwersen, havia um saldo junto a família Schaeffer, no valor de 35 mil contos de réis. E lá foram os coritibanos se socorrer na Caixa Econômica, conseguindo o que todos consideravam impossível: um empréstimo de 120 mil contos de réis. Pago o terreno, o saldo foi todo investido na construção do novo estádio.
E em 20 de novembro de 1932 era inaugurado o Belfort Duarte, com o jogo Coritiba 4×2 América.Um belíssimo estádio, de alvenaria e madeira, sem pilastras que atrapalhassem os torcedores, com o campo protegido por uma extensa cerca de arame, cedros circundando toda a propriedade, com duas quadras de tênis e mais tarde uma de basquete.
Em 1942, inauguraria uma novidade para todo o Paraná; iluminação artificial para jogos noturnos com o jogo Coritiba 4×2 Avaí, que reuniu governadores do Paraná e Santa Catarina, além de dirigentes da CBD e políticos dos dois estados. Foi o início da grandiosa obra que mais tarde tornou-se o Estádio Major Antonio Couto Pereira.
Couto Pereira
Em 1956 Aryon Cornelsen assumiu a presidência do Coritiba. Ex-jogador, advogado e empresário comercial, mas com uma inteligência acima da média para a criação de promoções e eventos.
Tendo ele recebido de um amigo curitibano que residia na Bahia um projeto de sorteios nos jogos, imediatamente o aprimorou e lançou na cidade. Era o Bolo Esportivo, que passou a ser a coqueluche da cidade. Outros clubes lançaram e fracassaram, só sobrevivendo o do Coritiba.
O time continuava campeão, não carecia de grandes investimentos, naquele semi-amadorismo da época. Mas a visão de Aryon era mais ampla: patrimônio. Pegou um projeto de seu irmão e maior arquiteto do Paraná, Ayrton Cornelsen, e implantou um novo estádio.
Foi derrubando o antigo e rodeou o velho com arquibancadas de cimento, inaugurando em 12 de outubro de 1958 a primeira parte da grandiosa obra. Recebeu uma ajuda prestimosa de seu pai, Emílio Cornelsen, que abandonou seus negócios e foi ser o feitor da construção, fiscalizando até os pregos que entravam e saíam na obra.
O Bolo Esportivo era uma realidade e todo o seu lucro era aplicado. Mas Aryon saiu em 63, foi reconstruir sua vida e o Clube passou por várias crises, deixando de ganhar campeonatos, até que apareceu Evangelino da Costa Neves e o assumiu. A obra ficara pela metade e os recursos sumiram. Foi aí que surgiu novamente a figura de Aryon Cornelsen, com novo e ampliado plano de sorteios de carros, casas, explodindo outra vez, só que agora em todo o Paraná. E o estádio começou a crescer novamente, surpreendendo a todos.
Sobrava inclusive dinheiro para armar grandes times, pois além da obra que as promoções do Aryon garantiam, os títulos voltavam a acontecer. E o estádio crescendo, contando para isso com uma contribuição decisiva dos Irmãos Mauad, também com uma maravilhosa participação para que hoje o orgulho coritibano fosse exposto perante à sociedade.



Fonte: Coritiba.com.br